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novembro 2017

Prepare o bolso: Anatel aprova reajuste dos planos básicos de telefonia fixa

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Depois de anunciar que as reclamações registradas no mês de setembro de 2017 continuam em queda, a Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel) aprovou o reajuste tarifário dos planos básicos de telefonia fixa. Os planos que tiveram reajustes incluem a assinatura mensal com minutos para ligações locais e nacionais.

O reajuste foi decidido na sexta-feira passada (03/11), mas a mudança só será publicada hoje (07/11) no Diário Oficial da União. Das cinco concessionárias, quatro terão redução da tarifa e a única que foge a regra é a Telefônica/Vivo que terá um aumento de 0.76%.

Segundo a agência, a tarifa de telefonia fixa é reajustada pelo Índice de Serviços de Telecomunicações (IST). No cálculo do reajuste os ganhos de produtividade das empresas são divididos com o consumidor por um redutor tarifário, denominado Fator X.

De acordo com análise do conselheiro da Anatel, relator do processo de reajuste, Leonardo de Morais, de outubro de 2016 a setembro de 2017 as tarifas da telefonia fixa caíram 3.96% enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) registrou aumento de 6.12%.

A Anatel ainda explica que as empresas terão que divulgar os novos valores em jornais de grande circulação e em seus portais dois dias antes da aplicação.

Anatel regista queda em queixas contra empresas de telecomunicações

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A telefonia móvel foi o setor que representou a maior queda: for

A Anatel divulgou dados relacionados a reclamações contra empresas de telecomunicações nesta quarta-feira. Para a surpresa de muita gente, houve uma diminuição na quantidade total de queixas em outubro de 2017, em comparação ao levantamento realizado no último ano. A queda já havia sido sinalizada no estudo feito no mês de setembro.

Foram registradas 277,6 mil reclamações de clientes contra prestadores dos serviços de banda larga fixa, telefonia móvel, telefonia fixa e TV por assinatura, uma redução de 16,9 mil, ou 5,7%, em relação ao mesmo período de 2016.

A telefonia móvel foi o setor que representou a maior queda: foram 16,8 mil queixas a menos. Na sequência, vem a telefonia fixa com menos 2,4 mil, à frente da TV por assinatura, com diminuição de 200 reclamações.

O único segmento que registrou crescimento entre os usuários foi o de banda larga fixa, com 2 mil queixas a mais.

Estatísticas por empresa

Na telefonia móvel, a operadora Vivo lidera em redução de queixas, com menos 9,6 mil. Em seguida, aparecem a Claro (-2,4 mil), a TIM (-2 mil) e a Oi (-900). Da mesma forma, na telefonia fixa, a Vivo também teve uma queda maior do que as concorrentes, com 1,6 mil reclamações a menos. Completam a lista a Oi (-800) e a NET (-400).

Já no setor de TV por assinatura, apenas a Oi apresentou diminuição no número, com menos 700 queixas. Apesar do aumento de 300 reclamações por parte do Grupo NET/Claro, vale destacar que, individualmente, a NET cresceu 1,9 mil, enquanto a Claro reduziu 1,6 mil. Na sequência, a Vivo subiu 200 reivindicações; e a Sky, 100.

O levantamento ainda separou a porcentagem de reclamações por serviço. Na telefonia móvel pós-paga, o maior motivo foi relacionado à cobrança (49,2%); seguido por ofertas e promoções (9,6%); e qualidade, funcionamento e reparo (9,2%). Cobrança também foi o maior fator de queixas na telefonia fixa (41,1%); acompanhado por qualidade, funcionamento e reparo (20,76%); e cancelamento (7,8%). Na telefonia móvel pré-paga, foram reivindicações sobre créditos (47,4%); ofertas e promoções (15,7%); e qualidade, funcionamento e reparo (12,2%).

Referente à TV por assinatura, cobrança representou mais da metade das reclamações registradas (50,5%); seguida de qualidade, funcionamento e reparo (9,7%); e ofertas e promoções (9,35%). Já qualidade, funcionamento e reparo formaram o principal motivo de queixas recebidas contra provedoras de banda larga (45,0%). Na sequência, aparecem cobrança (23,6%) e instalação, ativação ou habilitação (9,44%).

Rede 4G do Brasil é a segunda mais rápida da América Latina

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A OpenSignal, empresa especializada em mapear a cobertura de tecnologias de telecomunicações sem fio, acaba de lançar a mais recente edição de seu State of LTE, relatório que visa estudar a progressão das redes 4G ao redor do mundo. A pesquisa completa, um tanto extensa, recebeu uma versão reduzida focando especificamente na América Latina, em comemoração à participação da companhia na conferência latino-americana GSMA Mobile 360 Series, iniciada nesta semana. Os resultados obtidos pelo instituto mostram que, ainda que o Brasil tenha demonstrado avanços significativos em sua rede LTE, ainda há muito o que progredir.

Vamos começar pela notícia boa: em comparação com outros seis países da América Latina, nosso 4G é o segundo mais rápido do continente, garantindo conexões na faixa dos 20 Mbps e ficando atrás somente do México, cuja média quase atinge os ideais 24 Mbps. Em contrapartida, o Brasil apresenta a pior taxa de disponibilidade da rede, métrica que representa a porcentagem de tempo em que os internautas conseguem se manter conectados ao LTE. Nossa média ficou abaixo dos 60%, enquanto o Peru, líder nesse quesito, já atinge 75%.

Vale observar, porém, que nem mesmo o nosso vizinho apresentou um desempenho considerado satisfatório para a OpenSignal: de acordo com a empresa, a disponibilidade do 4G em países mais maduros é de, no mínimo, 80%. Além disso, deve-se levar em conta as diferenças geográficas dos territórios analisados: o Brasil tem a maior área da América Latina e conta com uma série de regiões consideradas rurais, o que naturalmente afeta o nosso desempenho como um todo. De qualquer forma, é bom perceber que, mesmo a passos lentos, nossa infraestrutura apresenta evoluções em comparação com o ano passado.